Disciplina militar ajuda atletas do handebol a obter resultados na Liga Nacional

Written By Podio Sport on terça-feira, 21 de outubro de 2014 | 08:16


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Integrantes das equipes da Força Aérea Brasileira, formadas este ano, ganharam patentes e podem seguir, unindo o esporte à carreira




Santo André (SP) - Qual esportista imaginaria um dia ter uma patente militar? Aparentemente, uma área está bem distante da outra, mas desde que a Força Aérea Brasileira decidiu formar equipes de ponta para a disputa dos Jogos Mundiais Militares de 2015, muitos atletas decidiram aceitar esse desafio, entre eles um grupo feminino e outro masculino de handebol. A experiência tem sido surpreendente e os integrantes das duas equipes estão descobrindo que existe muito mais coisas em comum entre esporte e a carreira militar do que imaginavam. Para eles, têm sido um grande aprendizado.

As equipes de handebol ganharam o nome de Vila Olímpica Manoel Tubino/FAB e tem como sede a cidade do Rio de Janeiro. Os homens já estão na disputa da Liga Nacional e com um desempenho excelente. Integrantes do grupo B, ocupam a quarta posição e, como estão quase no final do segundo turno, têm grandes chances de se classificar para as quartas de final. 

Equipe de handebol masculino da FAB

Um dos integrantes da equipe, Thiago Gusmão, é só elogios para a nova equipe e para a forma de trabalho e estrutura que o grupo pode contar. "Essa é a nossa primeira participação na Liga Nacional. É um primeiro passo muito importante. Hoje já somos uma realidade. Temos coisas para melhorar, mas podemos contar com uma estrutura completa para isso", afirmou o jogador que também é um dos grandes destaques do Brasil nas areias e conquistou o tetracampeonato Mundial em Julho, em Recife (PE). 

Tamires Morena e a amiga Bruna na formatura da FAB
Gusmão também destaca a nova experiência na carreira militar, como muito positiva. Ele conta que todos os atletas ganharam a patente de terceiro sargento e caso sigam a carreira, podem obter postos mais altos e até se aposentar como militar. "Isso é muito diferente para um atleta. Eu, particularmente, nunca servi ao exército. Para mim é uma grande novidade e acredito que essa parte da disciplina militar relacionada ao grupo está nos ajudando muito. Além disso, o investimento que estão fazendo nos dá um respaldo muito grande. Faz com que o atleta possa viver e usufruir de toda a estrutura de trabalho dentro do quartel, com equipamentos, alimentação etc", contou. 

No feminino, a equipe segue a mesma rotina de aprendizado e disciplina e aguarda o início da Liga, nesta quinta-feira (23), para mostrar todo o trabalho que está fazendo. A pivô Tamires Morena de Araújo, mesmo muito jovem, já entrou para o time e está ganhando uma boa experiência. "A equipe é composta por jogadoras de Estados idades diferentes. Temos uma equipe bem estruturada pois nossa rotina de treinos é bastante intensa. Treinamos duas vezes ao dia. Na parte da manhã temos condicionamento físico e fazemos musculação no quartel e na parte da tarde fazemos técnico e tático com bola", disse bem empolgada a atleta fluminense. "Temos a patente de terceiro sargento e o projeto será renovado ano a ano", explicou a jogadora que também atua pela Seleção Brasileira e acabou de voltar da disputa da Golden League, na Dinamarca.


A I / CBHb
Foto / Divulgação

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